quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A Possessão

Olá leitores e leitoras... Bem-vindos a mais um conto de terror.

Primeiramente, agradeço a todos os leitores do Brasil que estão em peso aqui no nosso blog Terror em Engelsblüt e também aos dos EUA, que também estão ligados aqui e aos leitores e leitoras de Cingapura, França, Rússia, Costa do Marfim e Reino Unido, que também marcam presença aqui. Muito obrigado.





 - Padre, por aqui. Venha. Rápido - diz Inês enquanto leva o padre até onde encontra-se sua filha, Gleice, que possivelmente está sendo possuída.

- Meu Deus! - grita o padre ao ver a garota de apenas 15 anos com o corpo contorcido.

Durante as 5 horas seguintes o padre passou sozinho dentro do porão onde a menina se encontrava. Várias vezes, os pais ficaram com os cabelos em pé, de ouvir a voz poderosa do padre proclamando as palavras em latim:

“Spiritus Dei ferebatur super aquas, et inspiravit in facien hominis spiraculus vitae. Sit Michael dux meus, et Sabtabiel servus meus in luce et per lucem"

 Em outras vezes, se espantavam com os gritos aberrantes da filha, que falava em línguas que até mesmo eles não conheciam e não identificavam a voz dela, mas sim vozes abissais e totalmente graves.

- Meus filhos,  a filha de vocês enfim está livre desses espíritos obsessores que a pertubavam.

- Muito obrigado padre. Que Deus esteja contigo - diz o pai da garota.

- Eu é que lhes desejo toda a paz de Cristo e que ele ilumine a vida de vocês, muito mais a partir de hoje.

Fazendo o sinal da cruz da porta da residência do casal, o padre vai para seu carro.

*Uma semana depois...

- Que Deus esteja convosco e que o caminho para casa seja tranquilo - diz o padre se despedindo e encerrando a missa.

Após a saída das pessoas, o padre na porta da igreja se despedindo de todos, é abordado por uma fiel.

- Olá padre, me chamo Adriana e pequei muito e gostaria de me confessar - diz a mulher.

- Mas é claro minha filha, me espere no confessionário que vou fechar a porta da igreja e já vou para lá.

A mulher então vai até o confessionário esperar o padre, enquanto este fecha a porta da igreja, uma outra garota entra.

- Padre, eu pequei e estou arrependida... - diz a garotaolhando nos olhos do padre e este logo se lembra dela - Lembra-se de mim padre? Sou Gleice.

- Mas é... claro. Boa noite minha filha. Espere sentada num dos bancos da igreja, que irei atender uma confissão agora e depois lhe atendo.

Ao dizer isso, Gleice então vai até um dos bancos e se senta para a guardar o padre.

Uns 20 minutos depois, o padre sai do confessionário com uma garota, que tem quase a idade de Gleice. Ele a leva até a porta de saída e ao fechar vira-se para ver Gleice, que está sentada ainda no primeiro banco.

- Então minha filha, que Deus abra sua mente e me diga quais os seus pecados? - fazendo o sinal da cruz, o padre coloca sua estola.

- Padre, sou uma garota muito ruim, meus pais estão estranhos comigo. Desde a semana passada, me sinto leve e com vontades estranhas. Cheguei até a fumar, e meus pais viram e me repreenderam.

- Minha filha, não deves fumar com esta idade. Isso é coisa para adultos, e ainda assim, é algo muito prejudicial à saúde. Mas, o que mais pecou criança? - questiona muito atencioso o padre.

- Então padre, depois que fui repreendida por estar fumando, algo soou para mim que devia lhe procurar. Então fugi de casa e vim para cá. Estou sentindo algo... sentido que devo lhe agradecer pelo que fez a mim na semana anterior.

Nesse momento, a garota dá um leve sorriso de canto de boca e levanta um pouco sua saia. Logo o padre retira seus óculos e se afasta um pouco de perto de Gleice.

- Que foi padre? Não sou bonita para você? - pergunta a garota já deslizando uma das alças do seu vestido para baixo.

- Você é uma criação de Deus... - responde o padre já se levantando - bom minha filha, peço por favor que reze um pai-nosso e 3 ave-marias e peça para a mãe de Cris...

Quando o padre iria falar, Gleice segura-o pelo pescoço e diz:

- Eu lhe fiz uma pergunta, e quero a resposta PADRE!

- Que Deus tenha piedade da sua alma criança Gleice. Pare com isto, estamos na casa do Senhor. Me solte. Imediatamente - suplica o padre quase sem ar e olhando nos olhos agora negros da jovem.

Nesse momento, Gleice iria falar algo, mas toma uma pancada na cabeça e desmaia.

-  Inês... o que aconteceu? - pergunta o padre recuperando o ar e observando a mãe da criança Gleice inteiramente ensanguentada e com arranhões pelo corpo.

- Gleice ficou possuída novamente padre. Ela atacou a mim e a meu marido, que infelizmente não resistiu.

O padre, refletindo sobre a perigosa criança solta pela cidade, decide colocá-la na sacristia para fazer o ritual de exorcismo.

Alguns minutos depois, já em volta de Gleice - que está deitada amarrada numa mesa - o padre pede que a mãe se afaste e para não se aproximar.

Não demora para a garota acordar.

- Mãe... padre... o que estou fazendo aqui? - diz quase sem abrir os olhos e com uma voz mansa.

- Minha filha... qual o seu nome? - pergunta o padre.

- Meu nome é Gleice padre. Você lembra de mim? Me tire daqui, estou bem. Ele já foi embora.

O padre então chega perto de Gleice e joga água em sua perna, que logo borbulha.

- Padreee... minha fil..

- Acalme-se Inês, esta criatura não é a sua filha. A dor que está sentindo é da água benta que joguei nela, mas quem a sente é a criatura, sua filha está bem... por enquanto.

- PADREEEE.... PARE DE TENTAR ME TIRAR DAQUI! - diz a criatura - ESTE CORPO É MEU! ESTA ALMA... TAMBÉM É MINHA.

A criatura então faz com que a cadeira bata nas costas do padre e se soltando voa em direção a sua mãe, que não consegue se desviar das mãos da criatura que a segura com força no seu pescoço.

- MAMÃEZINHA... PENSEI QUE ESTIVESSE MORTA! MAS JÁ QUE NÃO ESTÁ... POSSO MATÁ-LA AGORA - dizendo isso, quebra o pescoço da mulher que cai ao chão, já sem vida.

A criatura então sai da sala e vai em direção a porta principal da igreja

-  Que este corpo siga para o inferno, onde estarei esperando para me deliciar desta alma pura... - suplica o demônio para si e sobrevoando os bancos e com uma estaca na mão, está prestes a enfiar no peito, quando o padre chama sua atenção.

- Criatura do inferno... eu te suplico. Deixe o corpo desta criança e leve-me! Faço agora a troca. Eu, um sacerdote do teu inimigo, por esta pobre criança.

- Que assim seja feito padre. Que seu corpo e sua alma agora sejam meus, enquanto esta criança viverá até que o dia de tua mote chegue.

  

*Alguns dias depois...

 - Que o Deus, todo poderoso possa estar com vocês - diz o padre para a assembléia de fieis a sua frente ao érmino da missa.

Já na sacristia, o padre retira suas vestes.
 - Não aguento mais ficar neste lugar... este corpo... o que foi? O que está olhando?

 


OBS: Conto de minha autoria, Mal'akh C. Alberack . Por favor não copie! Mas comente o que achou. Mandem sugestões para o email : zandrack.kaique@gmail.com e terei o prazer de escrever mais contos sobre o assunto que quiserem. Visite também o Facebook: Kaique Nascimento e adicionarei todos como amigos.
 

5 comentários:

  1. Muito bom não é? Fico muito feliz que tenha gostado. Se increve no blog amor, compartilha e continue por dentro de Engelsblut <3

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  2. Que história maravilhosa vcs são d+ ^^

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