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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Tira uma selfie comigo?

     Olá meus queridos leitores, ja tiraram uma selfie hoje? Eu Miah, sou viciada em fotos, então nada melhor o que fazer um conto especial. Até porque existe um registro grande de paranormalidade registrada em fotos. Mas isto é assunto para outro dia, este é um conto é somente uma previa do que está por vir. Dedico a todos viciados em selfie. 

Tira uma selfie comigo?

  Aquela noite tinha tudo para dar errado. Minha melhor amiga brigou com o namorado e desistiu de ir à festa em cima da hora. Minha mãe por pouco não descobriu que fui péssima na prova de Matemática e não me colocou de castigo. Para completar descobri que o Flavinho estava ficando com a Letícia. Pode? Mesmo assim, me arrumei e fui. Minha mãe dificilmente me deixa sair sozinha e quando posso… bem, é aproveitar.
   No caminho, eu ia pensando nas selfies maravilhosas que iria postar. Vi então uma menina mais ou menos da minha idade, mal vestida, sentada no meio fio com um celular na mão. Achei estranho alguém naquela região que eu não conhecia e sentada naquela rua tão deserta aquela hora da noite. Será que ela era nova na área? Até onde sei ninguém se mudou pra cá esses dias. Será que estava visitando algum parente? Ou escoltando algum gatinho? Não. Ali em frente morava o seu Ary e a Dona Gertrudes e atrás, a Dona Marileide. Impossível encontrar algum garoto bonito naquele trecho.
   Mas, curiosa que sou me aproximei e perguntei:
   – Perdida aí?
   – Não. A menina respondeu. Achei estranho, mas aquela garota sequer olhou para mim enquanto respondia. Parecia muito concentrada mexendo em seu celular. Aliás, que aparelho velho era aquele? Além de cafona pra se vestir, ela ainda não sabia que já existia smartphone, Iphone e Ipad. Será que ela já ouviu falar em selfie?
    -Sim, já ouvi.
    Como se lesse meus pensamentos, aquela figura estranha respondeu. Mas, de novo, nem me olhou. Fiquei muda por instantes. Depois, perguntei:
   – Oi?
   – Sim, já ouvi.
   – Ouviu o quê?
   – Falar em selfie.
    Por uns instantes pensei que tinha feito aquele comentário. Mas…não. Eu só pensei. "Foi baixinho, eu juro!"
   – Desculpa, eu não entendi. - E novamente aquela estranha menina respondeu:
   – Sim, eu já falar em selfie, em smartphone, Iphone e Ipad.
   – Desculpa…não foi minha intenção…
   Mas a menina ainda sem me olhar, perguntou:
   – E você? Já ouviu falar em morte?
   – O quê?- Respondi apavorada. A menina então virou e disse:
   – Tira uma selfie comigo?
   Naquele momento, vi que metade do seu rosto era todo deformado. No lugar do olho havia um imenso buraco onde dava para avistar o outro lado da rua. No mesmo lugar que deveria estar o olho, estava vermelho como fosse soltar uma bola de fogo, sua pele era sem cor e no lugar da língua havia uma cobra.
   Gente, eu corri. Corri como nunca tinha corrido antes. Cheguei à festa em tempo recorde. Contei para meus amigos e ninguém acreditou. Pensaram que eu tinha bebido ou que queria chamar a atenção do Flavinho. E por falar nesse mané, ele foi o que mais riu. Mas depois da algazarra que causou minha aterrorizante história, a dona da festa me chamou para um selfie. Mas, quando fomos visualizar as fotos, em todas elas aparece a menina ao fundo..cada vez mas e mais perto.
   Hoje completa três semanas que isso aconteceu, e a cada selfie ela se aproxima mais, cuidado, você pode ser o próximo a ouvir um pedido dela:

 – Tira uma selfie comigo?



                    ///                                       // /

Espero que tenham gostado de mais um conto meu meus queridos.  Aproveitando o assunto,deixarei aqui em baixo o vídeo de uma americana que fez uma brincadeira bem legal usando selfie.  Se divirtam!



sábado, 12 de dezembro de 2015

Os Quadros!

Como de costume em Engelsblut, as pessoas saem nas ruas com pouca iluminação, afinal, é normal por mais que a cidade seja sempre escura. Mas na floresta, somente os caçadores mais corajosos de raça humana se atreve ir.
    Marcos é um caçador humilde mas bastante mal humorado,tem lá seus 50 anos mas não desgruda de sua espingarda. Já cansado de andar em círculos na floresta que fica aos arredores da cidade, decide procurar um lugar que pareça ser seguro para descansar até porque estava muito frio e ventando muito, pois estava exausto. Após algumas horas andando o homem encontra uma cabana abandonada, aparentava ser uma casa no meio do nada. O mesmo se aproxima  da janela e tenta ver alguma coisa, mas foi inútil. Então  vaia té a porta e  segura firme a maçaneta tentando girar , “creck “  e a porta abre. Não dava pra ver absolutamente nada, mas a curiosidade falou bem mais alto.
- Olá? Tem alguém ai? - Perguntava ele baixo, mas sabia no fundo que não teria respostas.  O homem então entra deixando a porta aberta atrás dele e deixa sua espingarda encostada na entrada da mesma. E vai andando escuro a dentro da casa tentando tatear algo  que possa ajudar.
  Poft! -  Fez a porta atrás dele com um som muito alto, será que alguém havia entrado? O caçador rapidamente vai até onde deixou sua espingarda e não a encontra no meio daquele escuro. - Mas eu te deixei aqui! - E logo retruca um tanto desconfiado - Quem está ai?
   Em um piscar de olhos a casa se ilumina,  mas não por completo, mas como se tivesse uma vela acessa em cada canto da casa, fazendo assim com que ele possa enxergar. A cabana por dentro é toda acabada, porem com um único objeto dentro dela, uma cama. Mas muitos quadros, muitos, muitos mesmo! Diversas expressões, e pareciam que todos os quadros o acompanhavam com os olhos e aquilo o fazia arrepiar por toda,  as costas.
  Marcos então se aproxima da cama e  nota que é bastante confortável. Ao passar o olhar rapidamente em volta,  vai se sentando na cama e decide dormir para descansar e ir para casa no dia seguinte.  
- Que Deus me ajude! -  E logo se enrola em um cobertor antigo cobrindo o rosto por se sentir bastante desconfortável.
E no dia seguinte, o caçador acorda com muitas luzes do sol batendo em seu rosto. Se espreguiça e  se senta na cama. Nota que todos os quadros sumiram, afinal, cade os quadros? No lugar agora restam buracos, como se fossem janelas.  
   O Caçador então em percebe que dormiu enquanto fantasmas o observavam e vai até a sua espingarda, pega a mesma e engatilha para sua própria proteção, mas ao tocar a maçaneta e abrir a porta,  da de cara com varias pessoas paradas, e todas dizendo ao mesmo tempo. 
- Não vai fugir! Você agora faz parte da floresta. Quem dorme aqui,jamais volta!  - E então ele olha para a cama, ainda segurando a maçaneta com uma das mãos, e vê seu corpo ainda deitado. Deixa cair sua espingarda e então grita em panico. Grita sabendo que jamais sairá daquele pesadelo!


   





Conto original do meu livro de "Cidade Engelsblut - Siga seus instintos" Não copie.



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